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Regência Contabilidade

Reforma tributária

Impactos por setor

A transição não atinge todos da mesma forma. Operações com muito crédito na cadeia estão em posição diferente de operações com custo concentrado em folha. Abaixo, os pontos que cada setor precisa acompanhar de perto.

Conteúdo técnico revisado em 2026-09-06.

Importação e comércio exterior

A tributação da entrada e o encadeamento entre documento de importação, custo e crédito passam por revisão de método.

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  • A composição do custo da mercadoria importada precisa ser revista à luz de quais tributos passam a ser recuperáveis e quais integram custo.
  • A conciliação entre o documento da operação, a nota de entrada e a escrituração ganha peso, porque sustenta o crédito.
  • Operações por conta e ordem e por encomenda exigem atenção específica à atribuição de créditos entre as partes.
  • Decisões estruturais de médio prazo devem considerar a substituição gradual do ICMS.

Logística e transporte

Operações com múltiplas atividades no mesmo CNPJ precisam separar bem receita e custo para acompanhar o efeito por frente.

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  • Transporte, armazenagem e serviços agregados podem ser afetados de formas distintas — o efeito agregado esconde as diferenças.
  • Contratos longos com preço fixo que atravessam a transição merecem revisão de cláusulas.
  • A estrutura de custo com forte peso de folha gera menos crédito, o que muda a posição relativa da operação.
  • Custos com combustível, manutenção e frota precisam ser classificados quanto ao direito a crédito.

Operações portuárias

Receita composta por vários serviços e ativos de longa duração exigem leitura por linha de serviço.

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  • Movimentação, armazenagem e serviços acessórios devem ser acompanhados separadamente durante a transição.
  • Investimentos em ativos de grande porte e o crédito a eles associado merecem análise específica.
  • Contratos e compromissos de longo prazo firmados sob a lógica atual precisam ser mapeados.

E-commerce e marketplaces

Alto volume de operações interestaduais e cadeia com muitos intermediários tornam a qualidade do cadastro decisiva.

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  • A destinação da operação ganha peso, e cadastro de clientes inconsistente vira erro em escala.
  • Comissões e serviços de intermediação precisam ser classificados quanto ao direito a crédito.
  • Devoluções, frequentes no modelo, exigem tratamento consistente também no novo desenho.
  • A margem por canal pode mudar de posição relativa conforme a estrutura de crédito de cada um.

Indústria e distribuição

Cadeias longas com crédito ao longo de todas as etapas tendem a sentir mais o efeito do desenho não cumulativo.

  • A extinção do IPI a partir de 2027, exceto para produtos também industrializados na Zona Franca de Manaus, altera a formação de preço industrial.
  • A classificação de insumos e despesas quanto ao crédito é o trabalho de base.
  • Estoques formados sob regras anteriores e vendidos sob regras novas exigem atenção.

Serviços

Operações com custo concentrado em folha geram pouco crédito, o que muda a posição relativa do setor.

  • Folha de pagamento não gera crédito, e ela é o principal custo de boa parte dos prestadores.
  • Contratos de prestação continuada com preço fixo merecem revisão de cláusulas.
  • O ISS é substituído pelo IBS ao longo da transição, o que exige acompanhamento das regras municipais no período.

Uma ressalva sobre generalizações

As leituras acima descrevem tendências que decorrem do desenho do modelo — cadeias com muito crédito e cadeias com pouco crédito se posicionam de forma diferente. Elas não substituem a análise de uma empresa específica, que depende do mix de produtos, dos fornecedores, dos destinos e da estrutura de custo real.

E na sua operação?

Descreva o que a sua empresa faz, de quem compra e para onde vende. A partir disso é possível avaliar como a transição toca a sua estrutura de custo.