Especialidade
Contabilidade para importadoras
Uma operação de importação produz, a cada embarque, um conjunto de documentos e valores que precisa virar informação contábil confiável: a declaração de importação, o câmbio, o frete internacional, o seguro, os tributos recolhidos no desembaraço, a armazenagem, a capatazia e o transporte interno. Nosso trabalho é transformar isso em custo correto de mercadoria, estoque coerente e apuração consistente — e manter esse encadeamento funcionando embarque após embarque.

Perfil atendido
Este trabalho costuma fazer diferença para
- Importadoras por conta própria que trazem mercadoria para revenda ou insumo.
- Empresas que operam por conta e ordem ou por encomenda e precisam distinguir claramente o próprio resultado do resultado do adquirente.
- Trading companies e distribuidores com múltiplos fornecedores e moedas.
- Indústrias que importam insumos e precisam integrar o custo importado à formação do custo de produção.
- Empresas que estão iniciando a operação e ainda vão habilitar-se para operar no comércio exterior.
O que costuma pesar
Os pontos em que a operação mais sofre
O custo da mercadoria importada raramente fecha sozinho
O valor que sai do fornecedor no exterior não é o custo do produto no estoque. Entre um e outro há variação cambial, frete e seguro internacionais, tributos incidentes na importação, despesas de desembaraço, armazenagem e transporte até o depósito. Quando esses elementos não são atribuídos ao lote correto, o custo unitário fica distorcido e a margem que a empresa acredita ter deixa de existir.
A entrada gera crédito, e crédito exige controle
Tributos recolhidos no desembaraço podem gerar crédito conforme o regime da empresa e a destinação da mercadoria. Aproveitar o que é devido exige que a escrituração converse com a declaração de importação e com a nota de entrada. Onde esse encadeamento se perde, sobra risco: crédito não aproveitado de um lado, crédito indevido do outro.
O estoque é o ponto em que os erros aparecem
Diferença entre o que está no sistema e o que está no armazém, lotes sem custo atribuído, devolução de importação e mercadoria em trânsito são situações comuns. Elas se acumulam em silêncio e aparecem no fechamento, no inventário ou em uma fiscalização.
Câmbio não é detalhe contábil
A data de fechamento do câmbio, a data do registro da declaração e a data do pagamento ao fornecedor raramente coincidem. A diferença entre elas tem efeito contábil e tributário, e precisa ser tratada de forma consistente — não caso a caso.
Escopo
O que está incluído no trabalho
Composição e conferência do custo de importação
Estruturamos a formação do custo por embarque, definindo quais despesas compõem o custo da mercadoria e quais são despesa do período, e conferimos o resultado contra os documentos da operação.
Escrituração fiscal e contábil das operações
Registro das entradas de importação, das saídas correspondentes e dos eventos ligados a elas, com a documentação da operação como referência.
Controle de estoque e conciliação
Conciliação entre movimentação física, movimentação fiscal e saldo contábil, com apuração das diferenças e do que as originou.
Apuração de tributos e obrigações acessórias
Apuração dos tributos incidentes sobre as operações e entrega das obrigações acessórias aplicáveis ao perfil da empresa.
Análise dos regimes e tratamentos aplicáveis
Avaliação do regime tributário e dos tratamentos diferenciados a que a operação pode se enquadrar, com as condições, os requisitos e os riscos apresentados de forma explícita.
Acompanhamento do câmbio e das variações
Tratamento contábil das variações cambiais ligadas às operações de importação e ao passivo com fornecedores no exterior.
Quer saber se isso se aplica ao seu caso?
Descreva a operação de importação da sua empresa — modalidades, volume aproximado e portos utilizados. A partir disso indicamos o que precisa ser avaliado.
Entregáveis
O que você recebe
Sem jargão: o que cada entrega significa na prática para quem vai usá-la.
- Custo por embarque
- Um demonstrativo que mostra, para cada importação, quanto a mercadoria custou de fato e de onde veio cada parcela desse custo.
- Posição de estoque conciliada
- O saldo de estoque contábil batendo com o controle da empresa, e a explicação das diferenças quando elas existirem.
- Apuração mensal com memória
- O valor a recolher de cada tributo acompanhado do caminho que levou até ele, e não apenas o número final.
- Demonstrações contábeis
- Balanço e resultado do período, com as contas de estoque, custo e variação cambial organizadas de forma legível para quem decide.
- Registro das obrigações entregues
- A relação do que foi transmitido, quando e com qual conteúdo, para que a empresa saiba a sua própria situação sem precisar perguntar.
Etapas
Como o trabalho acontece
Etapa 1: Entendimento da operação
Mapeamos como a empresa importa: modalidades utilizadas, fornecedores, moedas, portos, sistemas e quem faz o quê hoje.
Etapa 2: Diagnóstico da situação atual
Verificamos como o custo vem sendo formado, como o estoque está conciliado e como os tributos da entrada vêm sendo tratados.
Etapa 3: Definição do escopo e das rotinas
Combinamos o que será feito, quais informações precisam chegar até nós, em que formato e em que momento do mês.
Etapa 4: Implantação e acompanhamento
Colocamos a rotina em operação, acompanhamos os primeiros fechamentos de perto e ajustamos o que precisar ser ajustado.
Transparência
O que este trabalho não é
Deixar os limites explícitos evita expectativa mal formada — e costuma ser o que distingue uma proposta séria de uma peça de venda.
- Contabilidade e assessoria fiscal não se confundem com despacho aduaneiro. O desembaraço é conduzido por despachante aduaneiro; nós tratamos do reflexo contábil, fiscal e de custo da operação.
- Classificação fiscal de mercadoria (NCM), licenciamento e exigências de órgãos anuentes envolvem análise técnica específica e, conforme o caso, outros profissionais. Atuamos em conjunto, sem substituí-los.
- Não afirmamos, de antemão, qual regime ou tratamento tributário é o mais vantajoso para uma operação. Isso depende dos dados reais da empresa e é objeto de análise.
- Habilitação para operar no comércio exterior segue requisitos e prazos definidos pelo órgão competente, que não estão sob controle da contabilidade.
Perguntas frequentes
Não. O despacho aduaneiro é atribuição do despachante aduaneiro. A Regência atua no que vem antes e depois dele: a estruturação contábil e fiscal da operação, a formação do custo, a escrituração, a apuração dos tributos e as obrigações acessórias. Trabalhamos em conjunto com o despachante da empresa, ou indicamos caminhos quando ela ainda não tem um.
São três formas distintas de operar, com efeitos contábeis e fiscais diferentes. Na importação por conta própria, a empresa importa em seu nome e para si. Na importação por conta e ordem, uma importadora realiza o despacho em nome próprio por conta de um adquirente, que é quem de fato promove a operação. Na importação por encomenda, a importadora adquire a mercadoria com recursos próprios para revendê-la a um encomendante predeterminado. Cada modalidade muda quem registra o quê, como o custo se forma e quais obrigações cabem a cada parte — por isso essa definição é um dos primeiros pontos que revisamos.
Vale a pena verificar. Os pontos que costumam merecer atenção são a formação do custo por lote, a conciliação de estoque e o tratamento dos tributos da entrada. Uma revisão parte dos documentos da operação e das apurações já realizadas, e o resultado é uma leitura do que está consistente e do que precisa de correção — sem compromisso de troca.
Sim. Boa parte da demanda vem de empresas de outros estados cuja operação passa pelos portos catarinenses ou que estudam estruturar uma operação aqui. O atendimento é feito a distância, com reuniões marcadas e um canal definido para o dia a dia.
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